Flora

O Parque Estadual de Ilhabela comporta uma flora riquíssima, possuindo uma grande quantidade de madeira de lei e grande variedade de plantas ornamentais e medicinais.

Algumas plantas ornamentais:

LIANAS - São plantas trepadeiras que sobem em árvores buscando a luz solar. Temos como exemplos as jibóias, os imbés e a costela de Adão.

EPÍFITAS - Ocupam troncos de árvores. Exemplos: as orquídeas, de beleza incomparável nas formas e nas cores, e as bromélias.

MUSGOS - De cor verde, são delicados e macios, com sua textura semelhante ao veludo. Recobrem troncos e pedras.

LÍQUENES - Sua presença se nota nas formações vegetais presentes apenas em ambientes úmidos, onde a poluição é baixa ou inexistente. Um sinal de ótima qualidade ambiental.

Uma das plantas medicinais mais conhecida que se encontra na Ilha é a "córdia verbenácea" ou erva baleeira, tendo sido registrada como o primeiro medicamento totalmente brasileiro (anti-inflamatório). Encontrada facilmente e em grande quantidade por toda a Ilha, pode ser utilizada em forma de chá ou para banhos nos locais a serem tratados.

Gigantescos troncos de guapuruvús, ingás, jequitibás, figueiras e canelas representam as madeiras de lei, que eram utilizadas pelos caiçaras na fabricação de suas canoas.

Fauna

Um milhão de tipos de insetos e centenas de aves e mamíferos vivem na mata estabelecendo com ela relações vitais para sua existência. Uma abelha, um beija-flor, um morcego representam papel super importante na reprodução de certas flores, através do transporte do pólen.

Nas copas das árvores vivem as jacutingas, tucanos, papagaios, os macacos prego, caxinguelês, etc. Mais embaixo, grande quantidade de pássaros como os gaviões, curuíras, tiês, sanhaços, bem-te-vis e outros.

Alguns animais "moram" no chão, como as pacas, jaguatiricas, lagartos, e mesmo em tocas, como os tatus.

Muitas espécies endêmicas (só existem na Ilha) estão sendo descobertas com o decorrer de pesquisas.

Borrachudos

Antigo terror dos turistas, os borrachudos hoje estão bem mais “comportados”, a Prefeitura de Ilhabela realiza um controle bastante eficiente e sem impactos ambientais da população destes bichinhos nas áreas mais habitadas da Ilha.

Um fato curioso a respeito deles é que só se reproduzem em águas correntes e limpas, podendo ser considerados verdadeiros “sentinelas ambientais”, pois onde eles estão é sinal que o meio ambiente está totalmente preservado.

Eles só picam durante o dia, e não transmitem nenhuma doença. As reações alérgicas não são consideradas graves e depois de algumas picadas a maioria das pessoas desenvolve imunidade, tanto que os caiçaras e habitantes da Ilha não usam nenhum tipo de repelente.

Fora os animais, insetos e aves, não poderíamos deixar de falar na riqueza do mar em peixes nessa região, sendo que em certa época do ano até baleias passam pelo canal. Há robalos, garoupas, paratis, entre outros. Tainhas aparecem em agosto/setembro quando estão migrando para o Sul. Também há os grandes peixes fora do canal como o cherne, mero, marlin e outros. Os mais abundantes no canal são as savelhas, galos, agulhas e o linguado.

Outra classe de rica concentração é a dos crustáceos como a lagosta, os camarões, os pitus, que se encontram nas embocaduras dos rios. Nas praias arenosas vivem os siris e outros caranguejos, como o santola, o guaiá e o siri candeia. O guaiamum vive nos lugares lodosos e a tatuíra nas areias, cavando galerias subterrâneas como o tatu.

Há também uma grande e bonita espécie de caramujo conhecida como preguaí, que vivem nas pedras dos costões. Quanto aos moluscos, temos os berbigões e o mija-mija, como os mais comuns.

Com toda esta "população" vivendo nas matas e mares de Ilhabela, é de suma importância a preservação destas áreas. O meio ambiente agradece!!