História de Ilha Bela

Separada do continente pelo Canal de Toque-Toque, em frente à cidade de São Sebastião, a maior e uma das mais belas ilhas marítimas brasileiras com 346 Km², a Ilha de São Sebastião localizada no litoral norte paulista, abriga a Estância Balneária de Ilhabela, um local onde a natureza se fez privilegiada.

A Mata Atlântica domina 85% de sua superfície, numa deslumbrante visão entre mar e verde em perfeita harmonia. Neste cenário, a história, tesouros, lendas e mistérios misturam-se num infindável repertório de belezas naturais. Sua história apresenta-se mal documentada, mas consta que foi descoberta em 20 de janeiro de 1502 e segundo alguns historiadores seu nome teria sido dado por Américo Vespúcio, e para outros, por Martim Afonso de Souza, que aqui aportara em 20 de janeiro de 1532. Em 1785, o Padre Manoel Gomes P. Mazagão ergueu a capela de Nossa Senhora D'Ajuda e Bom Sucesso, no local onde seria estabelecida a vila, chamada de Villa Bella, depois Villa Bella da Princesa e Formosa, quando em 1944 denominou-se Ilhabela.

Sua população era formada por europeus, escravos e índios. Cultivavam a farinha de mandioca e café e produziam açúcar e aguardente no Brasil colonial. Atualmente, na Fazenda da Toca, ainda há vestígios de engenho (máquinas, barris e tonéis) que podem ser visitados pelo público. Corsários famosos como Drake, Fonton e Cavendish saqueavam as frotas que pela ilha passavam a caminho do Rio de Janeiro, São Vicente e Santos. Ficavam de tocaia no Saco do Sombrio devido a suas águas calmas, que mostrou-se um excelente esconderijo. Em torno de 100 barcos naufragaram ao redor da Ilha, sendo o mais famoso o Príncipe de Astúrias, devido a forte tempestade e a desorientação de bússola. Hoje, a Ilhabela possui 20.000 habitantes fixos e 100.000 flutuantes. Em 1977, Ilhabela foi transformada em Parque Estadual, declarada Reserva da Biosfera pela Unesco, garantindo uma das últimas reservas praticamente virgens da Mata Atlântica.